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    supostamente, ela escreve

    Esse blog foi criado para que eu, Natália Oliveira, tivesse um espaço na internet para publicar meus textos. A bem da verdade, mais procrastino que escrevo, mas isso não me impede de sonhar acordada com o dia em que conseguirei escrever algo realmente bom. Sou saudosista da época dos blogs pessoais, gosto de histórias (e fofocas) e de jogos casuais. Esse blog já teve vários nomes (natalapses; natália non grata; olive trees, garnets and trains) e escrevo nesse espaço de forma inconstante desde agosto de 2016.

    Se quiser entrar em contato, basta deixar um comentário ou mandar um e-mail para mail.natalialvr@gmail.com.

    coleção de quotestwitterspotify link afiliado da amazon

    Se eu tentasse escrever uma reflexão sobre o ano de 2020, falharia miseravelmente. Dificilmente vou dizer algo que outra pessoa não tenha dito antes seja bem vinda à internet, natalia e que não ofenda ninguém - afinal, o que eu mais vi no final do ano foram tweets que criticavam as pessoas que tiveram experiências positivas em 2020 (positividade tóxica!), tweets que criticavam as pessoas que criticavam as pessoas que tiveram experiências positivas em 2020 (deixe as pessoas serem felizes!) e tweets que criticavam as críticas feitas pelas pessoas que criticavam as pessoas que tiveram experiências positivas em 2020 (tenha noção, estamos no meio de uma pandemia. Pessoas estão morrendo!). 

    Soou confuso? Então combina com 2020.

    Faço parte do grupo privilegiado de pessoas que puderam trabalhar em casa e manter o distanciamento social - que, no meu caso, virou isolamento parcial - e passei a maior parte do ano alternando o olhar entre a tela do computador e a parede branca. Nesse contexto, que variava entre o mais completo marasmo e o mais completo caos, acabei refletindo sobre os meus hábitos, minha vida, o universo e tudo mais. Não porque eu quisesse refletir (longe de mim), mas porque foi inevitável não pensar e repensar sobre uma série de questões. A partir delas, mudei alguns hábitos, consolidei algumas percepções e tudo isso foi de grande ajuda para que eu conseguisse terminar 2020 com algum resquício de sanidade mental.

    Para inaugurar a fase 2021 desse blog - e inspirada pelo post da k. - resolvi postar uma compilação dos desdobramentos mais úteis que partiram dessas reflexões. De certa forma, são cinco mini posts, já que eu certamente faria textos maiores e mais pessoais sobre esses assuntos - se estivéssemos em 2008 e eu tivesse tempo livre suficiente para passar todo o fim de semana esperando que a minha internet discada e o Internet Explorer estivessem se entendendo bem. Eis um prato cheio para quem sente saudade dos ~blogs pessoais

    imagem por @lgnwvr

    sobre skincare

    Definir uma rotina de skincare é bem mais fácil quando você procura um dermatologista antes de sair gastando dinheiro em um monte de produtos caros recomendados por blogueiras que não tem o menor conhecimento sobre dermatologia. Infelizmente, eu sou uma grande preguiçosa e escolhi trilhar o caminho mais difícil. Quando me arrependi dessa decisão, já tinha desperdiçado muito dinheiro e a pandemia já estava acontecendo, de forma que corrigir o erro ficou menos viável do que permanecer nele. Porém, o tempo em casa e a falta de contato com o sol me permitiram testar todos os produtos que estavam encalhados aqui e eu finalmente consegui montar uma rotina básica de skincare que (aparentemente) funciona para o meu tipo de pele. De uns tempos para cá, consegui manter minha acne em um nível aceitável e diminuir consideravelmente a oleosidade da minha pele (principalmente graças ao Sérum Antiacne da Sallve). 

    sobre o meu carrinho velho

    Talvez soe muito babaca, mas eu tenho uma conexão muito especial com o meu carro. Já perdi as contas de quantas vezes me refugiei nele para chorar ou ficar em silêncio, de quantas vezes já nos divertimos fechando homis folgados no trânsito e de quantas vezes eu me senti bem por poder pensar em nada além de uma série de alavancas que preciso controlar na hora certa. E mesmo que eu tenha usado ele bem menos esse ano, meu carrinho velho poderia ter sido facilmente o objeto mais importante de 2020. Não sei como estão as coisas na cidade onde você mora, mas por aqui o transporte público continua lotado e mesmo que o uso de máscara seja obrigatório, nada impede as pessoas de colocarem a máscara no queixo para espirrar (???) ou para falar bem perto da cara de outro cidadão (???). Sinto um milhão de sintomas de ansiedade só de pensar em ter que pegar o ônibus para ir até o supermercado ou acompanhar minha mãe no médico. Sendo assim, fica aqui meus infinitos e cheios de carinho agradecimentos ao meu carrinho velho pelos serviços prestados em 2020.

    sobre eletrodomésticos úteis demais

    O ser humano é um ser nojento. Você pode constatar isso apenas pela capacidade que temos de sujar um ambiente sem fazer nada além de existir. Não adianta fazer a faxina mais meticulosa do ano: assim que a tarefa terminar você vai sentir dor de barriga ou fome, o que implica diretamente em sujar tudo o que você acabou de limpar. Para a vida ficar mais fácil, comprei dois eletrodomésticos que salvaram o meu isolamento: um aspirador de pó vertical e uma air fryer. Nunca mais usei uma vassoura para varrer a casa (minhas alergias agradecem) e estou me alimentando apenas com nuggets e batata congelada (meu corpo não agradece tanto assim, mas a fatura do meu cartão não está mais lotada de ifood, então tudo bem).

    sobre estratégias de organização

    Já dei um spoiler sobre esse tópico no post com indicação de planners feitos por mulheres, onde disse que me organizar foi um passo muito importante para manter a sanidade mental durante o isolamento social. Porém, além disso, também aproveitei o tempo para organizar a minha organização (será que isso faz sentido?). Consegui testar vários métodos e escolher os que funcionavam mais para mim. Fica aqui uma dica: por mais que existam vários conteúdos sobre rotinas e métodos de organização, é muito difícil encontrar uma receita pronta que funcione perfeitamente para você. Se você quer se organizar, se inspire nesses conteúdos, mas não copie. É muito doloroso perder tempo tentando seguir um método que não funciona para você só porque pessoa x ou y disse que é "a melhor forma de se organizar". A melhor forma é a que funciona para você! 

    sobre ler para escapar da realidade (e se sentir menos inútil) 

    Passei boa parte de 2019 olhando para os meus livros encalhados na estante como quem está morrendo de sede e fita um copo de água geladinha. Por isso, uma das minhas metas de 2020 era ler: independente do tempo, das minhas tarefas e do quanto as coisas estivessem atrasadas (coisas = mestrado). Minha meta era ler dois livros por mês. As leituras fluíram bem em janeiro, mas começaram a encalhar de fevereiro em diante. Por isso, tomei a saída dos covardes e comecei a ler graphic novels porque 1) eu queria e 2) isso fazia com que eu conseguisse ler mais livros em menos tempo. Sei que muitas pessoas consideram que isso é uma "trapaça", mas graças a esse truque consegui me manter motivada e efetivamente ler os 24 livros excluindo as graphic novels da conta. Tenho certeza de que, sem elas, eu teria desistido de cumprir a meta antes da metade do ano. Deixo aqui, então, meus agradecimentos às graphic novels e à Julia Quinn, que me fez ler toda a saga dos Bridgertons em menos de um mês.

    E essas foram as 5 coisas mais interessantes que aconteceram por aqui em 2020. Considerando tudo de ruim que aconteceu durante esse ano, acho que o saldo foi relativamente positivo. Sei que estou bem atrasada para fazer posts com essa vibe adeus ano velho, feliz ano novo, mas acabei demorando (exatos 16 dias!) para concluir esse post em função daqueles mesmos problemas de sempre. Espero que as minhas reflexões e mudanças de hábito possam ter entretido vocês durante alguns minutinhos e que já tenhamos os cartões de vacinação carimbados na próxima virada de ano #BoraVirarJacaré.

    Esse post foi inspirado pelo Year in review: 5 coisas aleatórias que aconteceram por aqui em 2020, postado pela Karine no blog Kaffeina. Recomendo demais o blog e os perfis de fotografia da K: o @karinebrittofoto e o @karinebrtt.co.
    . 18 janeiro 2021 .
    . 07 dezembro 2020 .

    Você pretende comprar um planner para se organizar em 2021?

    No Twitter, vi muitas pessoas reclamando por terem "desperdiçado" os planners de 2020 porque, enfim, "não aconteceu nada nesse ano" - além de uma pandemia, o que já é bastante coisa. Essa reclamação não fez muito sentido para mim porque ficar trancada em casa aumentou minha necessidade de controle, registro e planejamento. No meu trabalho presencial, tínhamos um quadro onde anotávamos as datas importantes e nos lembrávamos constantemente das reuniões e eventos agendados para a equipe. Na falta desses artifícios, tentei lembrar de tudo "de cabeça", mas acabei me perdendo nas datas e, de brinde, ganhei um episódio de dissociação.

    imagem por @bajkorenata
    Por isso, comecei a anotar todas as reuniões, prazos e, por orientação da minha psicóloga, também anotei coisas aleatórias do meu dia. Esse hábito melhorou muito a minha qualidade de vida durante o isolamento porque me tornei consciente das minhas obrigações, do tempo que precisava para completar cada tarefa e da passagem dos dias (afinal, quando todo dia é uma quinta-feira é bem difícil notar que o tempo está passando...). Por fim, meu planner de 2020 foi o objeto mais útil da quarentena e eu não pretendo abandonar esse hábito em 2021 - independente da pandemia e do isolamento social.

    Sendo a louca da papelaria, comecei a procurar um planner que me atendesse - tanto com relação ao layout quanto em relação à estética. Assim como no ano passado - em que fiz essa thread no Twitter - tentei dar preferência para marcas idealizadas e produzidas por mulheres e, para facilitar a pesquisa de vocês, vou compartilhar as lojas e planners mais legais que encontrei por aí. 
    Mas antes, um aviso: nesse post, procurei citar as marcas cujos planners eu mais gostei e que considerei comprar, tanto na pesquisa que fiz esse ano quanto na do ano passado. Por isso, para "representar" a marca, escolhi o planner com o modelo e a capa que eu mais gostei (geralmente prefiro planners menores e com layout semanal horizontal). A maioria das marcas citadas possui mais de um modelo, então recomendo fortemente que vocês consultem os sites e conheçam os outros produtos.

    COMEÇANDO PELO MEU TOP 3...



    Marca: Flor de Mim
    Preço: R$ 169,10
    Instagram: @flordemim

    Sou apaixonada pela estética da Flor de Mim: tons terrosos nas capas e miolos minimalistas. O planner do ano é bem completo e conta com alguns elementos que não costumamos encontrar em outros modelos, como a roda da vida e as mandalas mensais. A marca também tem planners não datados (R$ 98,00) e "miolos" (R$ 30,50), que são caderninhos menores voltados para o planejamento de uma área específica: finanças, projetos, dentre outros. 


    Marca: Papel à Mão 
    Preço: R$ 78,00
    Instagram: @papel.a.mao

    Quando descobri a Papel à Mão no Instagram eu surtei! Todos os produtos são artesanais e feitos à mão pela Malu (dona da loja) e dá pra ver o carinho e cuidado que ela tem em cada etapa do processo. A marca ainda não tem um site próprio, mas você pode ver e encomendar essa beleza de planner pelo Instagram. Ah, um detalhe: o planner é semestral, mas você pode comprar o combo mensal por R$ 152,00.


    Marca: Mbô Papelaria Criativa
    Preço: R$ 79,90
    Instagram: @cadernosmbo

    Como sou uma pessoa chata, passei muito tempo procurando ~o planner ideal~ e já estava quase desistindo da busca quando a K. me recomendou o planner da Mbô e eu fiquei apaixonada. O layout é exatamente do jeito que eu queria, amei as capas e as duas fitas marcadoras de página me conquistaram instantaneamente. Não vou mentir... fiquei um pouco na dúvida. Mas acabei comprando esse modelo e a Mylena (dona da loja) foi tão carinhosa e cuidadosa nos e-mails (durante e depois da venda) que eu virei fã da marca. O modelo que eu escolhi foi o Planner Caderninho (porque eu não queria uma encadernação wire-o), mas eles também tem o Planner Grande por R$ 99,90. 

    OUTRAS MARCAS E PLANNERS INCRÍVEIS ♥


    1. Planner Padrão 2021 - Acraft | Preço: 170,90 (sem capa)
    Os planners da Acraft seguem o estilo traveler's notebook: você compra uma capa e vai adicionando os caderninhos da forma que preferir (como eles explicam nesse vídeo). Sim, o preço é bem salgadinho, mas você pode comprar apenas a capa e o bloco referente aos primeiros três meses do ano e ir comprando o restante aos poucos. Outra vantagem é que, ao invés de carregar o planner completo, você pode montar da forma que preferir: com o planner do trimestre + caderno de anotações + planner financeiro + journal de lembranças, por exemplo. 

    Amo borboletas desde a infância, então foi impossível não me apaixonar pelo planner 2021 da Amanda Mol. O design interno dele tem um estilo bem artesanal, além de contar com um espaço para "anotar suas descobertas, vivências e sentimentos" ao final de cada semana. Esse formato é ideal para quem quer se organizar e registrar lembranças no mesmo espaço - principalmente para quem não consegue tirar um tempo todos os dias para fazer esses registros, deixando essa tarefa para o final da semana.

    Esse planner da Donna Dolce é para aquela pessoa que gosta de planejar e registrar todos os detalhes da vida. Ele é super completo: tem visão mensal e semanal, controle de hábitos, de finanças, dicas de organização, planejador de metas, rotina, wishlist do mês, controle menstrual, espaços para registrar séries, filmes, livros... ufa! Além disso, você pode adicionar alguns conteúdos extras, como a roda da vida, registro de viagens, listas e páginas para anotações gerais. Você consegue registrar todos os aspectos da sua vida em um só lugar e ainda tem o bônus das capas maravilhosas (a que eu escolhi para colocar na imagem é a sassy cat preta).


    Apesar de não ter tantas páginas e recursos quanto o planner da Donna Dolce, o planner da Gravitando é bem completo. Ao meu ver, ele tem todas as ferramentas básicas (como visão mensal e semanal) e os adendos mais interessantes (como mood e habit tracker e a lista de filmes/livros/séries). Porém, a grande vantagem desse modelo é que ele não é datado: você pode começar no momento em que quiser e no ano que quiser. Esse tipo de planner é ideal para quem não faz questão de começar a preencher tudo logo no início do ano ou quem costuma "desanimar" e abandonar o planner durante alguns meses. Dessa forma, você não desperdiça as folhas e fica mais livre para se planejar quando e como quiser.

    Eu amei a estética das capas dos planners da Entrelaço para esse ano - tanto que foi difícil escolher uma só para representar a marca. Sinto que o modelo deles é um pouco mais voltado para o autocuidado, com espaços para monitorar consultas médicas, peso, suas prioridades do mês, lista de gratidão, coisas que você quer melhorar e espaços para você refletir a respeito de como está se sentindo naquele momento. Além de ser um instrumento de planejamento, também pode te "forçar" a tirar um tempinho para refletir sobre si mesma. 

    O layout interno dos planners da Datail Papelaria me lembra muito os modelos da Cícero: básicos, minimalistas, com linhas finas e cores mais neutras. São ideais para uma pessoa mais prática, que quer usar o planner efetivamente como uma ferramenta de organização e que não faz questão de muitas firulas. O destaque fica com as capas que, contrastando com o miolo, tem muitas cores e esbanjam personalidade. A marca também conta com planners em brochura (por R$ 82,00) para pessoas que, assim como eu, tem um pouco de birra da encadernação wire-o. 


    Além de uma ferramenta de organização, o planner da Insecta Shoes também é uma ferramenta de estudo. Além da visão mensal, semanal e do planejamento financeiro, o planner também conta com vários conteúdos "sobre as lutas das mulheres e dos negros no Brasil". Todos os textos e ilustrações foram feitos por mulheres e ele também conta com exercícios de reflexão e dicas de livros e séries sobre o tema. Ao meu ver, um planner extremamente caprichado, com um conteúdo rico e estética perfeitos - além do preço super camarada.

    8. Mandala Lunar 2021 | R$ 80,00
    Mais do que um planner, a Mandala Lunar é um projeto de autoconhecimento. Com vários textos explicativos e instrutivos, ela te guia em uma jornada que visa aumentar sua percepção sobre si mesma, fazendo com que você reflita sobre seus sentimentos diariamente. A Mandala Lunar tem um acabamento impecável e páginas lindíssimas (você pode conferir ela por dentro nesse vídeo), além da capa simplesmente perfeita. Tenho muita vontade de tirar um ano para me dedicar a preencher uma Mandala Lunar (mais como uma ferramenta de autoconhecimento do que como um planner em si), mas ainda não consegui me organizar para isso :( 

    A Meg&Meg é a marca de planners mais famosa na minha bolha na internet: é impossível encontrar alguma discussão sobre planners na minha timeline que não tenha alguém recomendando a marca. A grande novidade deles para esse ano são os mini planners. Eles possuem quase os mesmos mecanismos do planner tamanho padrão da marca, com a vantagem de serem menores e mais compactos. Ideal para quem não gosta de carregar cadernos gigantes por aí e prefere anotar apenas o essencial.


    10. Planner 2021 - MuiMui | R$ 135,90
    Os planners da Muimui são perfeitos para quem quer um layout mais básico, mas não completamente "preto no branco", sem nenhum detalhe diferente, sabe? Ele é feito artesanalmente e conta com páginas livres, onde você pode fazer anotações da forma que preferir. Além disso, ele não é datado, tendo os mesmos benefícios que eu citei sobre o planner da Gravitando: você pode começar, abandonar e voltar quando quiser, sem medo de desperdiçar as páginas. Além disso, por ser costurado, ele foge um pouco do padrão de encadernação wire-o que domina o mercado dos planners artesanais. As cantoneiras douradas dão um charme a mais no modelo.

    Esse foi o planner que eu usei em 2019, um dos anos em que eu mais me organizei. O Smart Planner da Peperview tem um tamanho excelente para carregar na bolsa, visão mensal e semanal perfeitas para as anotações do dia-a-dia e páginas para anotações livres no final. É um planner muito bonito, delicado e objetivo. Supriu todas as minhas necessidades no ano em que usei e, por causa dele, me senti bem mais responsável e produtiva durante o ano. Recomendo demais! 

    Além das capas maravilhosas, os planners da Planos Pontilhados tem um acabamento super caprichado: as divisórias contam com abas revestidas (mais durinhas), o wire-o na cor bronze (ao contrário da maioria dos modelos que vem com o wire-o preto) e as páginas do miolo tem detalhes coloridos, que podem muito bem ser complementadas com decorações super elaboradas ou simplesmente preenchidas de um jeito mais básico. São detalhes simples, mas que fazem uma diferença estética gigante! Além disso, o planner conta com vários recursos extras (como as famosas listas de livros/séries/filmes e páginas para anotações), tendo um preço bem camarada com relação aos demais planners do mercado que possuem todos esses artifícios.

    Enfim, essas foram as marcas e planners que mais me chamaram a atenção. Como eu disse lá em cima, a maioria das marcas tem várias opções de capa e outros modelos de planner, então recomendo que visitem os sites e procurem os que atendem melhor as necessidades de vocês. E caso você conheça alguma marca que não esteja citada aqui - eu sei que existem várias - deixa aí nos comentários para todo mundo possa conhecer também! 

    E vamos torcer para que 2021 seja um ano mais tranquilo!
    . 05 outubro 2020 .

    Chegamos aqui no campo de concentração Auschwitz. E nós sabia que daqui nós sai nunca mais... Nós conhece as histórias. Vão dar gás e jogar nós nas fornos. Isso era 1944... Nós sabe tudo. E nós estar lá.

    A Segunda Guerra Mundial sempre foi um tema popular entre os meus colegas de escola. No ensino fundamental e médio, esperávamos ansiosos por aquele momento em que os professores deixariam de lado o jocoso governo Jânio Quadros para estudarmos a ascensão de Hitler na Alemanha economicamente destruída*. Já era de se esperar que nós não nos interessaríamos por um governo brasileiro que ficou popularmente conhecido por uma frase não dita (as tal "forças ocultas" que figuram nos livros de história, mas que nunca foram escritas na carta de renuncia de Jango), mas o interesse pela Segunda Guerra ia muito além de uma preferência narrativa. Esses eventos históricos nos prendiam mais do que qualquer outro. Para além dos símbolos, das cores, dos uniformes, dos campos de concentração posteriormente transformados em museus e das câmaras de gás, tínhamos milhares de perguntas: como era possível que ideias tão radicais e cruéis tenham sido colocadas em prática apenas com o estímulo dos discursos inflamados de um homenzinho esquisito? Mas a Europa não é um continente desenvolvido, com países de primeiro mundo? As pessoas de lá não são mais inteligentes do que nós? Como ninguém fez nada para impedir? Existia mesmo uma linha de produção para otimizar o extermínio dos judeus?

    imagem por @jeancarloemer

    Aparentemente, nosso interesse não era - nem é - exclusivo. Prova disso é a abundância de filmes, livros e demais produtos da cultura popular que abordam esse período histórico. Dos que já consumi, cito os livros A menina que roubava livros (um dos meus livros preferidos e que eu li até a exaustão - minha e do exemplar surrado que tenho guardado na estante), O menino do pijama listrado e O diário de Anne Frank; os filmes Olga: muitas paixões numa só vida, Até o último homem, O grande ditador e Bastardos Inglórios (dentre os citados, o menos fiel); e o podcast As filhas da guerra, a excelente primeira temporada do Projeto Humanos. Esses são apenas alguns exemplos, certamente existem muitos mais. E, no meio desse mar de histórias contadas e recontadas à exaustão, o que uma graphic novel pode acrescentar? Seria Maus apenas mais uma produção do entretenimento que se aproveitou do interesse do público para vender um produto novo? 


    Livro: Maus: a história de um sobrevivente
    Escritor: Art Spiegelman
    Publicação: Esse livro foi publicado pelo Grupo Companhia das Letras, no selo Quadrinhos na Cia.

    Sinopse: Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.

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    Maus é absolutamente diferente de tudo o que eu já tinha lido sobre a Segunda Guerra e o Holocausto. Com uma narrativa crua, Art nos apresenta seu pai, Vladek: um polonês sistemático e extremamente sovina. Aos poucos, ele conta ao filho grande parte de sua história de vida - desde sua juventude, seu primeiro emprego e seus galanteios, até a época em que foi libertado de Auschwitz. Vladek é, acima de tudo, um personagem real - não apenas no sentido de que ele realmente viveu tudo o que foi narrado, mas pelo fato de ser apresentado de uma forma complexa e multifacetada, assim como são todos os seres humanos fora das páginas dos livros e dos telões do cinema. É impossível não odiá-lo e, dois segundos depois, compreendê-lo (apenas para voltar a odiá-lo antes de virar a página).

    Através da narrativa de Vladek, conhecemos diversos aspectos do cotidiano dos judeus naquela época que costumam ser ocultados das narrativas populares. Fica evidente, em diversos momentos, que a sobrevivência era uma questão de sorte. Não interessa quanto dinheiro um judeu tinha antes daquela época, onde ele vivia, quais habilidades possuía, mas sim como ele ia utilizar de tudo isso quando fosse pertinente. Mas como saber qual o momento pertinente? Em uma manhã qualquer, todos os judeus eram convocados a comparecer em uma praça. O que eles deviam fazer? Tentar fugir? Encontrar um esconderijo? Ir até a praça? E, se decidissem ir, seria melhor ser selecionado para a fila que estava à direita ou à esquerda? Nas filas, eles deveriam ser os primeiros ou os últimos? Mentir ou falar a verdade? Tentar usar suas últimas posses para subornar um soldado ou escondê-las em algum lugar? Ninguém sabia. Era como jogar roleta russa a todo instante.

    A obra também abarca diversos aspectos do estado psicológico dos judeus, mas faz isso nas entrelinhas. Assuntos como o suicídio, o medo e a violência - até mesmo depois que os campos são esvaziados - aparecem sutilmente, mas de uma maneira forte. Dois ou três quadrinhos bastam para que o leitor se sinta impactado pela força dos ânimos das pessoas e das situações retratadas. Talvez eu estivesse sensível no momento da leitura, mas nunca uma obra me impactou tanto com tão pouco. Por diversas vezes, precisei parar para respirar fundo, refletir sobre o que tinha acabado de ler e até me distrair com outra coisa.

    Outro aspecto que acrescenta à obra são os relatos de Art sobre a coleta da narrativa. A história descrita por Vladek é intercalada com cenas dos momentos em que ele a conta para o filho. Nesses momentos, podemos ver mais sobre sua personalidade difícil e a forma com que Art lida com as circunstâncias, além de todos os dilemas que o autor enfrentou enquanto colhia os relatos. Fica claro que todas essas situações - voltar a conviver com o pai, presenciar o relacionamento difícil que ele tinha com sua madrasta, relembrar histórias tão tristes e trágicas de seu povo, ser confrontado com a figura de um irmão que morreu ainda criança, a pressão que ele mesmo se impunha acerca do trabalho que estava elaborando, relembrar o suicídio de sua mãe, e tantas outras mais - eram muito para ele.


    O trecho que abre o post foi retirado dessa página do livro. Achei interessante tirar uma foto para vocês verem o estilo das ilustrações.

    Maus foi uma obra que me surpreendeu e me sensibilizou de tal forma que esse post demorou mais de um mês para ser escrito. Durante esse tempo, eu revisitei as anotações que fiz durante a leitura e folheei o livro diversas vezes, tentando agilizar a produção do texto. Não funcionou. A cada paragrafo escrito eu precisava parar para me recuperar e refletir sobre os relatos. O que eu recebi como apenas mais um produto de entretenimento sobre a Segunda Guerra mundial acabou me acertando como um soco. Mas um soco bom (será que isso existe?). É impressionante o fato de que, mesmo se tratando de um assunto que já foi explorado à exaustão, o relato dos que viveram aquilo ainda são capazes de trazer luz a aspectos novos - aspectos que facilmente passam despercebidos por nós, pessoas que apenas podem imaginar tudo o que foi a perseguição e a violência infringida aos judeus naquela época

    AVISOS


    Há pouco tempo, fiz minha inscrição no programa de afiliados da Amazon. Todos os links de produtos da Amazon que estão nesse post são comissionados, ou seja, eu ganho uma comissão se alguma compra for realizada a partir deles. 

    * O governo de Jânio Quadros (1961) ocorreu anos depois do final da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945). Esse apontamento que eu fiz aqui diz mais respeito à minha memória afetiva com as aulas de história que, por algum motivo que desconheço, nunca seguiam uma sequência cronológica. De fato, aprendi sobre a Segunda Guerra Mundial e sobre o breve governo de Jânio Quadros mais ou menos na mesma época - esquisito, eu sei, mas foi assim.
    . 15 agosto 2020 .

    Green Day é a minha banda do coração desde que eu tinha uns doze anos de idade. Mesmo que meu gosto musical tenha mudado muito ao longo do tempo e que eu tenha dedicado muita atenção e amor a outras bandas nesse período, Green Day sempre está ali no background. Esse ano tem CD novo do Green Day? Billie quebrou uma guitarra no palco e depois foi pra rehab?Novo projeto paralelo (mais um)? Não importa o que eles façam, eu estou sempre de olho (aproveito o momento para agradecer a todos os perfis de fan clube e grupos do reddit que acompanham a banda de perto e me atualizam com as notícias - em especial ao GDEspionage que diariamente me alimenta com informações e memes).

    Há alguns dias, ficou muito popular na minha bolha no instagram um modelo de storie onde você fazia uma batalha entre músicas de uma determinada banda até chegar na sua música preferida. Fiz e compartilhei a do Green Day e apesar de ter sido muito legal, fiquei coçando para falar sobre músicas que não entraram na batalha de músicas. Poxa, a banda tá na ativa desde 1986! Muitas músicas excelentes ficaram de fora. Até considerei fazer alguns stories com a minha música preferida de cada álbum, mas descobri que não consigo escolher uma só. 

    Foto é de um ensaio fotográfico que a banda fez por volta de 1994/1995

    Primeiro, pensei em fazer esse post falando de cada um dos CDs, dos contextos em que foram lançados, das minhas opiniões sobre cada música, etc. No meio do processo, o post já estava gigantesco e eu pensei "poxa, acho que ninguém vai querer passar três horas lendo isso", então resolvi reduzir o post a uma playlist (maravilhosa) no Spotify com as minhas músicas preferidas de cada álbum de estúdio. 

    Aviso aos navegantes: essa playlist não contempla os álbuns ao vivo (são muitos), nem os projetos paralelos (que também são muitos) e as coletâneas, com exceção do disco 1,039/Smoothed Out Slappy Hours que tomou o lugar do 39/Smooth na discografia do Spotify - para quem ficou perdido no aviso, o CD 1,039/Smoothed Out Slappy Hours é uma coletânea lançada em 1991 que contempla o CD 39/Smooth e os EPs 1,000 Hours e Slappy.

     


    É muito legal poder revisitar todos os álbuns e músicas lançadas por uma das minhas bandas preferidas. Posso dizer que o Green Day fez parte da formação do meu caráter, acompanhou meu crescimento e me fez pensar muito sobre os meus posicionamentos políticos através de suas letras (vide o discurso que o Billie Joe faz no meio da música Minority, no DVD Bullet in a Bible e a apresentação deles no VMA de 2016). É muito satisfatório ver que uma banda, um grupo de artistas que eu admirava há mais de dez anos atrás continua sendo admirável - principalmente no contexto caótico em que estamos vivendo.

    Espero que vocês tenham gostado da playlist e do post. Deixa aí nos comentários alguma banda que te acompanha desde a adolescência e qual a sua música preferida deles (e tudo bem se você também for uma pessoa indecisa e quiser citar mais de uma, ou até me mandar uma playlist).

    Você também pode conversar comigo sobre bandinhas lá no twitter.
    . 21 julho 2020 .

    _ Júlio! Ô Júlio! Ô JÚLIO!!!

    Era sempre assim. Toda vez que Sara mandava Júlio lavar a louça, ele sumia. Já estava quase na hora do jantar e as vasilhas usadas no almoço ainda estavam sujas e empilhadas na pia. Onde estava o marido? Ah, mas ela ia fazer um escândalo quando ele chegasse em casa! Sara estava cansada de arcar com as tarefas domésticas sozinha. Combinado era combinado! Dessa vez, ela ia dar-lhe um belo de um cacete para ele aprender a não dar uma de João sem braço para fugir de suas tarefas.

    _ JUUUUULIOOOOO!!!!

    Mas parecia que Júlio tinha tomado um chá de sumiço. Procurou em todos os cômodos da casa e no quintal, mas ele não estava em lugar nenhum. 

    Quando Sara estava prestes a gritar seu nome mais uma vez, deparou-se com o gafanhoto. Estava prestes a tomar um susto, mas o susto parou no meio do caminho. Aquele bicho não era normal. Ele era grande demais! Parecia ter mais de dez centímetros de comprimento e era... estranhamente familiar. Sara chegou mais perto e teve a sensação de que conhecia o olhar daquele inseto. 

    _ Júlio?

    O gafanhoto abriu e fechou as asas rapidamente.

    _ Júlio?!

    O mesmo movimento, agora acompanhado por um ruído estridente.

    _ MEU DEUS JÚLIO, VOCÊ VIROU UM GAFANHOTO!

    Sara entrou em desespero.

    imagem por @georgiadelotz

    Começou a andar de um lado para o outro, perplexa com a situação. Aquilo realmente era possível? Um ser humano se transformar em um bicho de uma hora para a outra? Como isso aconteceu? Será que seu marido era um bruxo, que nem aquele padrinho descabelado do Harry Potter? Teria ele a coragem de se transformar em bicho para fugir da louça suja? Não, não era possível. Ele não teria conseguido esconder a bruxaria por tanto tempo... 

    Por mais que nada daquilo fizesse sentido, Sara sentia uma espécie de deja-vu. Essa história lhe soava familiar... Onde Sara tinha visto um homem se transformaram em inseto antes?

    _ Puta merda, o livro da Dona Carminha!

    Dona Carminha foi sua professora no último ano do ensino médio. Em um dos trabalhos, ela pediu que a turma lesse e resenhasse um tal livro que começava contando a história de um homem que acordava transformado em barata ou algo do tipo. Sara havia achado a história muito chata, desistiu do livro logo nas primeiras páginas e acabou entregando uma resenha qualquer que copiou da internet. Óbvio que a professora descobriu e lhe deu zero pelo trabalho. Ela pensava que aquele zero era punição suficiente, mas agora estava claro que a vida discordava. Era isso: Deus havia transformado seu marido em inseto para lhe ensinar a cumprir com suas obrigações e a não cometer plágio (palavra que a Dona Carminha escrevera com caneta vermelha e letras garrafais na capa da sua resenha).

    _ Ah, meu Deus, é tudo culpa minha! Fui eu que praguejei quando a professora de português mandou a gente ler aquele livro chato do homem que vira barata! Se eu não tivesse copiado aquele troço... Meu Deus... Júlio, você tá com fome? O que você vai comer, Júlio, eu não sei o que esse bicho come. Não que eu esteja chamado você de bicho, não é isso. Ah, meu Deus... Eu vou te tirar daí, Júlio, aguenta firme que eu vou te tirar daí. 

    Sara corre até o seu quarto e, depois de revirar algumas tralhas acumuladas, acha o livro jogado em um canto do guarda-roupas. A metamorfose, escrito por Franz Kafka. A resposta só podia estar ali. Agora, ela desejava mais do que tudo não ter largado o livro depois das primeiras páginas. Se tivesse lido, saberia o que fazer para trazer Júlio de volta a forma humana. Afinal, todas as histórias terminavam bem. O tal do homem devia volta a forma humana no final. Se bem que... no Titanic o navio afundava…  

    _ Mas Titanic não é livro, é filme, que nem Harry Potter. Já sei que isso não é caso de filme, é caso de livro! Então tudo bem, vai ficar tudo bem - ela disse em voz alta, mais para convencer a si mesma do que por qualquer outro motivo.

    Começou a folhear as páginas rapidamente, começando pelo final, mas aquele homem escrevia de um jeito muito chato. Era impossível entender o que estava acontecendo apenas por alguns trechos e Sara não conseguia se concentrar. Logo, seus pensamentos se enveredaram por outros caminhos, até que lhe ocorreu que Júlio poderia se assustar e sair de cima da geladeira para pedir socorro. "E se alguém pisar em cima dele?", pensou. 

    Ainda com o livro da mão, Sara correu de volta até a cozinha. Para o seu alívio, o gafanhoto ainda estava lá, na mesma posição. Olhou para o livro em sua mão, para a pia abarrotada de louça suja e para o gafanhoto, que mexeu as patinhas e fez aquele barulho outra vez. A realidade caiu sobre ela com força. Se ninguém acreditasse nela, o que seria de seu marido? O que os médicos poderiam fazer para salvá-lo? E se aquilo não tivesse cura e ele ficasse daquele jeito para sempre? Os médicos liam Franz Kafka na faculdade?

    Sara não aguentou a pressão de tantas dúvidas. Desabou-se a chorar. O gafanhoto a fitava em silêncio.

    Quando o choro finalmente cessou, ela se levantou e passou um pouco de água nos olhos, secando-os em seguida com a manga da blusa. Respirou fundo, depois mais fundo. Ela não podia sucumbir. Precisava ser forte, precisava encontrar uma forma de buscar ajuda. Pensou em postar uma foto do marido engafanhotado no Instagram. Talvez aquilo gerasse uma mobilização popular e...

    Seus pensamentos foram interrompidos pelo barulho de passos. Alguém estava se aproximando. Seria um ladrão que se aproveitaria do seu momento de desespero para assaltar a casa? Ou um membro da sociedade protetora dos animais que identificou a metamorfose com um radar e estava vindo resgatar seu marido? Sara estava cansada demais para pensar. Não sabia o que fazer, nem como reagir. Só queria que aquele pesadelo acabasse. Respirou fundo e olhou mais uma vez para os olhos do marido-gafanhoto. Virou-se para a porta e... tomou um susto. 

    _ JÚLIO??????

    _ Que foi?

    Sara olha para o marido, olha para o gafanhoto e outra vez para o marido.

    _ Nada, não, nada não... On-onde você tava? Te procurei na casa inteira.

    _ Fui ajudar a dona Cleide a carregar as sacolas de compra. 

    _ Ah...

    Nesse momento, o gafanhoto pula da geladeira e sai pela janela. Júlio parece não ver, mas Sara o segue com os olhos.

    _ Ow, o que você tá fazendo aí, segurando esse livro com essa cara de jacu?

    _ N-nada não...

    _ Ah, então sai da frente que eu preciso lavar essa louça aí que já tá quase na hora da janta, né?

    Esse post é uma crônica escrita com base na notícia "Dona de casa se assusta ao encontrar gafanhoto 'gigante' em cima de geladeira em MS", publicada pelo G1 no dia 29/06/2020. Todas as informações aqui contidas e que vão além da notícia são fictícias e fazem parte do projeto Notícia Crônica (saiba mais sobre o projeto clicando aqui).