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    supostamente, ela escreve

    Esse blog foi criado para que eu, Natália Oliveira, tivesse um espaço na internet para publicar meus textos. A bem da verdade, mais procrastino que escrevo, mas isso não me impede de sonhar acordada com o dia em que conseguirei escrever algo realmente bom. Sou saudosista da época dos blogs pessoais, gosto de histórias (e fofocas) e de jogos casuais. Esse blog já teve vários nomes (natalapses; natália non grata; olive trees, garnets and trains) e escrevo nesse espaço de forma inconstante desde agosto de 2016.

    Se quiser entrar em contato, basta deixar um comentário ou mandar um e-mail para mail.natalialvr@gmail.com.

    coleção de quotes – twitter – spotify – link afiliado da amazon

    Quem não gosta de perder tempo alisando a tela do celular em nome do entretenimento? Eu gosto bastante.

    Uma coisa que a maioria das pessoas não sabe sobre mim é que nunca tive um videogame. Todas as minhas experiências com jogos vieram do computador e do celular. Como quase não fico em casa, moro longe do meu trabalho e passo mais de duas horas por dia dentro de um ônibus, os jogos para celular são mais comuns na minha rotina.

    imagem por @freestocks

    De tempos em tempos, entro na loja de aplicativos para garimpar uns jogos; e hoje vim mostrar meus preferidos para vocês. Todos eles são gratuitos - e eu tive o cuidado de colocar o link pra download na Windows Phone Store (além do Android e IOS), porque já tive um Lumia 520 e um dos motivos pelos quais quis trocar de aparelho foi a dificuldade para encontrar bons jogos.

    TEMPLE RUN E TEMPLE RUN II: LOST JUNGLE


    Temple Run é um jogo de corrida infinita desenvolvido pela Imangi Studios. O objetivo do jogo é fugir de um animal gigante que eu ainda não identifiquei o que é, desviando de obstáculos e pegando power ups para tornar a tarefa mais fácil. Em Temple Run II: Lost Jungle você também tem metas semanais com cenários diferentes, o que deixa o jogo menos enjoativo.

    Download Temple Run - Android - IOS - Windows Phone
    Download Temple Run II: Lost Jungle - Android - IOS - Windows Phone

    MAGIC TOUCH: WIZARD FOR HIRE



    Magic Touch me deixou vidrada desde a primeira vez que joguei. A dinâmica é muito simples: magos inimigos caem do céu e você precisa desenhar na tela o mesmo símbolo que está representado nos balões que os carregam para derrotá-los. Cada mago derrubado vale um ponto e alguns deles rendem moedas, que podem ser usadas para comprar apetrechos que te ajudam no jogo. O jogo foi desenvolvido pela Nitrome e tem várias modalidades: classic, insane, zen e time attack.

    Download  Magic Touch: Wizard for Hire - Android - IOS

    SONIC: THE HEDGEHOG



    Desde que os jogos para smartphones ficaram populares, várias versões de jogos antigos estão disponíveis para download. Mas quem jogou as primeiras versões sabe que eles estão longe de ser satisfatórios. A maioria só tem o nome e o personagem principal em comum, o que torna a experiência um pouco frustrante. E é por isso que Sonic: The Hedgehog está nessa lista. O jogo é uma remasterização do Sonic lançado para Mega Drive em 1991 e é completamente fiel ao jogo original. 

    Download  Sonic: The Hedgehog - Android - IOS

    1010!


    Tetris foi um dos jogos que mais joguei na infância e, por isso, vivia procurando uma versão pra smartphone que fosse tão boa quanto a versão original. Porém, todas as que experimentei não eram tão legais (talvez por causa do touch screen). Depois que encontrei o 1010!, esse problema acabou. O jogo não é fiel à versão original mas, pra mim, foi a melhor adaptação que fizeram até agora. Ao invés das peças "caírem", elas aparecem na parte de baixo da tela e você tem que encaixá-las na tela.

    Download  1010! - Android - IOS - Windows Phone

    Gostaram dos jogos? Me contem caso um desses seja o preferido de vocês também. Ah, e me indiquem jogos (indicações de jogos nunca são demais).
    . 06 agosto 2017 .
    . 04 agosto 2017 .

    Uma das minhas maiores criticas aos professores de português que tive durante o ensino fundamental é a falha em relação ao incentivo à leitura. Tive a sorte de ser incentivada a ler desde criança, quando lia livrinhos de cinco páginas e letras grandes, mas sei que a maioria das pessoas tiveram seu primeiro contato com a leitura na escola, durante as aulas de português. 

    Pensa bem, os alunos das escolas públicas chegam ao ensino médio sem nem saber classe de palavras direito, você acha que eles vão ter maturidade para apreciar o sarcasmo dos romances de Machado de Assis? Claro que não. É natural que uma pessoa que passou por isso ache a leitura maçante, exaustiva e uma atividade chata e sem propósito. 

    imagem por @trnavskauni

    E foi pensando nessa deficiência que a Editora Ática lançou a Série Vaga-Lume no início dos anos 70. Os livros publicados nessa série eram voltados para o público infantojuvenil e tinham como objetivo instigar o gosto pela leitura.

    Essa série me acompanhou durante os anos de escola, quando eu visitava a biblioteca na hora do recreio para garimpar um livro interessante que eu ainda não tivesse lido. Esses livros me acompanharam, divertiram, instigaram e contribuíram muito pra minha formação e, principalmente, pro meu gosto literário; por isso achei mais do que justo falar sobre alguns deles.

    OS PRIMEIROS (MARCOS REY É MEU HERÓI)


    Pelo que me lembro, o primeiro livro que li da série foi Sozinha no Mundo, do Marcos Rey. Acredito que tenha sido o primeiro livro de aventura protagonizado por uma menina que eu li e foi tão marcante que comecei a procurar loucamente por outras obras do mesmo autor. Os próximos livros da série que li foram O Mistério do Cinco Estrelas e Um Cadáver Ouve Rádio, também escritos pelo Marcos Rey. Ambos falam sobre crime/assassinato e giram em torno de uma investigação.

    Lembro de ter lido em seguida A Ilha Perdida, da Maria José Dupré; uma história sobre dois amigos que vão passar férias em uma fazenda e acabam ficando presos em uma ilha. Esse livro me marcou tanto que cheguei a fazer vários desenhos sobre ele.

    OS MAIS MARCANTES (UM COMPILADO DE PRIMEIRAS VEZES)


    O Jogo do Camaleão - Marçal Aquino
    A maioria da história se passa no centro de Belo Horizonte e foi o primeiro livro em que tive contato real com o cenário. Enquanto o autor descrevia a rodoviária e os viadutos, eu conseguia me imaginar naqueles lugares perfeitamente. Foi uma sensação incrível (de verdade, gente, nem tô exagerando). Sem contar que o final do livro é maravilhoso e eu me senti um pouco burra por não ter sacado antes.

    Açúcar amargo - Luiz Puntel
    Esse foi o primeiro livro que me colocou em contato com o machismo e com uma realidade completamente diferente da minha. A protagonista, Marta, sofre com o machismo do pai, que a responsabiliza pela morte do irmão. Segundo ele, o irmão de Marta só morreu porque ela era "vagabunda e preguiçosa" e não acordou a tempo de servir o café da manhã pra ele (sim, eu sei, é bem pesado).

    Menino de Asas - Homero Homem
    Acredite você ou não, Menino de Asas foi o primeiro livro da série Vaga-Lume que eu li e achei UM SACO. Até hoje lembro de um poeminha que tinha no livro:

    Menino de asas
    É do lagamar
    A asinha dele
    É que me faz chorar

     

    PUTA TROÇO CHATO, MEU!

    O Fabricante De Terremotos - Wilson Rocha
    Acredito que esse livro não seja, nem de longe, um dos mais famosos da série. Lembro que na época demorei mais do que o normal pra terminar a história, mas ela me marcou bastante. Foi o primeiro livro que realmente senti que a leitura era pesada. Muitas coisas acontecem ao mesmo tempo: sequestro, furacão, adoção, falhas de comunicação; tudo muito junto e misturado. A história não deixa de ser boa, mas não sei se é um livro adequado pra faixa etária sugerida pela coleção.

    EXTRA - O LIVRO QUE NÃO CONSEGUI LER

    www

    Como já disse ali em cima, eu pegava esses livros emprestados da biblioteca da minha escola. Infelizmente eles não tinham todos os livros, então sobraram alguns que eu sempre quis ler e não tive a oportunidade. O mais marcante deles foi O Escaravelho do Diabo, da Lúcia Machado de Almeida. Depois de alguns anos consegui encontrar um exemplar desse livro em um sebo, mas ele era muito antigo e tinha um cheiro muito forte de poeira, o que atacou todas as minhas alergias me impediu de conseguir ler. Em 2016 esse livro ganhou um filme (que eu ainda não assisti). Você pode assistir o trailer clicando aqui.

    Para conferir todos os títulos que fizeram parte dessa coleção é só clicar aqui.

    Vocês já leram algum livro dessa série? Ou tiveram algum livro ou autor que marcou a adolescência (e a vida literária) de vocês? Conta aí nos comentários.
    . 01 junho 2017 .

    Não sei se isso acontece com vocês, mas quanto mais próxima eu fico do final do semestre mais eu sinto que perdi o controle da minha vida. Estou numa semana louca, com provas e trabalhos e obrigações... nem sei se tenho força vital suficiente pra dar conta de tudo. Mesmo assim, tirei um tempinho pra não atrasar o post do projeto. 

    Hoje trouxe pra vocês as fotos que moram no meu coração. Não tem um critério definido; escolhi por causa do momento que elas me lembram, do processo, do resultado, etc. Espero que vocês gostem.

    1. RALPH, O CACHORRO DOIDÃO


    Quando comecei o #Project365 no Instagram, estava viajando e tinha uma infinidade de coisas diferentes pra tirar fotos. Quando voltei pra casa, tive muita dificuldade pra continuar o desafio. Num desses dias em que eu quase desisti por falta de opção, vi esse doguinho do meu pai na estante aqui de casa. Ele tem vários desses cachorros, mas esse dálmata com o olho vermelho é o mais diferentão. Não sei exatamente porque gosto dela, só sei que gosto.

    2. JAKE BUGG


    Eu já contei nesse post sobre a saga Jake Bugg. Fiquei muito feliz por ter conseguido ir nesse show, por ter ficado tão pertinho do palco e por ter realizado uma coisa que eu nunca achei que fosse realizar. Foi como quebrar uma barreira e ainda ganhar um super show maravilhoso de brinde. Tirei poucas fotos nesse dia porque 1) não consegui lidar com a câmera na hora; e 2) Jake Fucking Bugg estava bem na minha frente.

    3. MAIOR POSER DE STAR WARS QUE VOCÊ RESPEITA


    Posso confessar uma coisa? Não assisti nenhum filme da franquia Star Wars. Só conheço a história por alto, mas não consigo me controlar quando vejo esses produtos. Meu lado consumista tem plena certeza de que UM DIA eu vou assistir todos os filmes, virar uma super fã e me arrepender de não ter comprado esses badulaques quando tive a chance. Esse dia ainda não chegou, mas quem sabe? Essa mini Millennium Falcon veio em um Kinder Ovo. Também tenho uma TIE fighter, mas ainda não tirei foto dela. 

    É estranho a cabeça do Han Solo ser maior que a nave? Sim,é bem estranho.

    4. BERENICE


    Foi um milagre eu ter conseguido tirar essa foto da Berenice pois essa gata não para quieta. Nessa foto eu tinha acabado de levar ela para tomar uma vacina numa cesta de lixo de banheiro + uma capa de caderno + arame (vocês sabem quanto custa uma bolsa de transporte? É muito caro! Vamos ter que improvisar por enquanto). Gostei de como a foto pegou o perfil do rostinho dela, ficou parecendo uma raposinha. E esse olho? O olho dela é muito bonito.

    5. ROSA


    Essa roseira fica apoiada na parede da casa da minha avó e, como ninguém a podou durante muito tempo, cresceu tanto que ficou quase da altura da laje. Pra tirar essa foto eu tive que 1) subir na laje; 2) colocar o celular e os braços para fora da grade (e o medo do celular cair e se espatifar no chão?) e 3) tirar a foto sem olhar a tela do celular. Gosto muito do contraste que a rosa fez com o restante da foto; quase como se a rosa representasse a delicadeza em uma coisa obscura.


    E essas foram as minhas fotos preferidas. Provavelmente alguma ficou de fora e eu só vou lembrar depois, mas sempre vai ter espaço pra postar elas aqui, não é mesmo?

    Você tem uma foto preferida? Ela te lembra algum momento especial ou engraçado? Deixa o link e a história dela aqui nos comentários. Ah, e não se esqueçam de visitar as outras meninas que estão participando do projeto.

    . 25 maio 2017 .

    Chegou a louca dos desafios.

    A Emily, do blog Meu Melhor Momento, criou esse projeto em que ela e mais quatro blogueiras (Camila, Dai, Ju e Lili) se juntaram pra fazer uma lista de cinco itens sobre cinco temas. Como os posts ficaram muito legais, resolvemos fazer o desafio também.

    O tema de hoje é 5 coisas que aprendi com um personagem e eu escolhi a Cristina Yang de Grey's Anatomy. Cardio god, né amores?

    Pesquisas dizem que 95% do tempo, nobody cares.

    1. TUDO BEM NÃO TER FILHOS
    Cristina sempre deixou claro que sua profissão era sua prioridade e que ela não queria ter filhos. Inclusive, alguns episódios mostraram um futuro alternativo em que ela seria mãe - e bem infeliz. E tudo bem, sabe? Acho um saco essas obrigações que são atribuídas à nós só por sermos mulheres. E isso tem consequências catastróficas. Imagina a quantidade de mulheres que só se tornaram mães por pressão e que hoje estão sofrendo por não sentirem que são aptas para tal, ou que estão abrindo mão dos seus sonhos por causa disso? Fico triste (e talvez revoltada) só de pensar.

    2. ELE NÃO É O SOL, VOCÊ É
    Fãs de Grey's, não me matem agora, mas Derek Shepherd é um saco (tirando a parte do "opero cérebros inoperáveis" e nas partes que ele é gentil com os pacientes). Ele passa maior parte do tempo se colocando acima de todo mundo - principalmente da Meredith. Lembra daquele episódio em que ele ficou na bad e chegou a jogar uma garrafa na direção dela? Pois é, puta babaca. A Meredith precisava ouvir isso de alguém - "ele não é o Sol, você é" - pra que ela parasse de se diminuir pelo Derek. Cristina foi um personagem que experimentou, da forma mais cruel possível, o que é se diminuir pra caber na vida de outra pessoa. Não compensa. Você é sua própria pessoa. Você é o seu Sol. Faça de si mesmo sua maior prioridade.

    3. TUDO BEM SE ORGULHAR DAS SUAS CONQUISTAS
    Você que assiste Grey's Anatomy, quantas vezes a Cristina foi elogiada e saiu com aquela famigerada frase "Ah, não foi nada."? Nenhuma. Ela se esforça pra ser a melhor no que faz e não tem vergonha de se destacar. A própria Shondanás Shonda Rhimes contou no "O Ano Em Que Disse Sim" (ótimo livro, aliás) que foi à uma reunião com um monte de mulheres maravilhosas e bem sucedidas e todas soltavam o "Ah, não foi nada" quando era elogiadas. Onde a gente aprendeu a ficar com vergonha por sermos brilhantes? Bora parar com isso.


    4. LUTE PELAS COISAS QUE VOCÊ QUER
    Cristina quer uma cirurgia? Cristina vai brigar pela cirurgia com mais intensidade do que um cachorro faminto lutando pelo osso. Não adianta sermos brilhantes mas não termos força pra correr atrás do reconhecimento. Fico admirada pela força que a Cristina demonstra durante toda a série e tento me corrigir sempre que percebo que estou fazendo corpo mole ou deixando minhas vontades de lado. Sabe aquele pensamento "não vale a pena comprar essa briga"? As vezes, vale a pena sim! A vida é difícil, não tem lugar na janelinha pra todo mundo (metáfora causada pelo excesso de uso do transporte público). Se não lutarmos pelas coisas que queremos, outras pessoas vão lutar e tirar isso de você. 

    5. TUDO BEM NÃO SER PERFEITA
    Na maior parte do tempo, Cristina está sendo a melhor residente, melhor cirurgiã e melhor pessoa ♥. Mas isso não significa que ela seja perfeita. Ela já se diminuiu por um relacionamento e sofreu muito com isso, já chorou e implorou pra que a sedassem, já morou em um apartamento que renderia um ótimo episódio de Acumuladores e já se entupiu de tanto comer porque estava numa crise. Ser melhor não significa ser perfeita. Todos nós temos momentos de fraqueza e isso faz parte da gente tanto quanto nossos momentos de êxito. Demonstrar fraqueza não significa que você seja fraca, significa que você é humana.

    EXTRA: If there's no food, I'm going home 

    Tô falando sério, se não tiver comida nem precisa me chamar pro rolê.

    Algum personagem já te marcou e te ensinou várias coisas? Conta pra mim nos comentários - let's talk people! Ah, e não se esqueçam de visitar as outras meninas que estão participando do projeto.

    . 13 maio 2017 .


    Eu estava tentando convencer meus pais a adotarmos um bichinho de estimação há anos, mas minha mãe tinha um milhão de motivos pra isso não acontecer. Sugeri um cachorro, depois um gato, um porquinho da índia, um coelho... Quando me dei conta, até tartaruga de aquário já tinha entrado na lista. Fiquei nesse jogo até o dia em que meu pai e eu decidimos começar uma rebelião silenciosa. Foi assim que, há exatos 15 dias, ele chegou lá em casa com a maior cara de quem não quer nada e uma caixinha de papelão cheia de furinhos debaixo do braço.

    Difícil saber quem estava mais confusa, a gatinha que saiu dessa caixa ou eu. Lá em casa nós já tivemos cachorros, passarinhos, peixes, galinhas, marrecos e até um filhote de porco (que, por motivos óbvios, ficou lá por menos de 12 horas), mas nunca tivemos um gato. Primeiro, pensamos que ela ficaria quieta dentro da caixa de papelão como um filhote de cachorro - doce ilusão. Depois, houve uma discussão pra saber se deveríamos comprar areia normal ou areia específica pra higiene de gatos. No dia seguinte, quando a levei ao veterinário, descobri que ela não era cinza como pensávamos, mas sim branca. Não faltou dúvida, surpresa, confusões e descobertas (essa frase ficou digna do narrador da Sessão da Tarde, mas juro juradinho que foi bem assim).

    "Me jogaram na água, tiraram meu sangue e ainda me marcaram com esse laço horroroso, isso aqui é o inferno"  - Berenice, inconformada com a primeira ida ao veterinário

    Ainda estamos nos acostumando com as manias uma da outra. Agora já sei diferenciar um miado de necessidade de um miado de manha - ou um miado comum. Já sei que ela gosta mais do Whiskas de atum do que do de frango, que prefere brincar com um pedaço de papel aos brinquedos que comprei, que gosta de carinho na cabeça e que tem a péssima mania de se esconder em lugares inimagináveis e me matar de preocupação.

    Tem várias coisas que ninguém te conta sobre ter um gato. Os pelos vão passar a fazer parte das suas roupas pretas, seus pulsos vão ficar frequentemente arranhados (Berenice acha que pode me escalar como seu eu fosse uma pilha de roupas), você vai querer vomitar toda vez que abrir um pacote de Whiskas - e vai se sentir culpada por não dar o alimento mais gostoso pro seu bichinho só pra não ter que sentir esse cheio horrível. 

    Berenice, explorando o quintal.

    Mas também vai morrer de rir quando ele decidir brincar com uma bolinha, morrer de fofura quando ele ronronar pela primeira vez e vai ficar viciada em fazê-lo ronronar sempre. Descobrir curiosidades sobre gatos vai ser seu passatempo mais divertido e engraçado da vida, assim como tentar entender como um coco tão fedido e gigante pode sair de uma coisinha tão fofinha e pequena. Seu cartão de crédito vai ter várias dividas de brinquedos que você comprou, mesmo sabendo que seu gatinho gosta mesmo é das coisas mais simples, como caixas, pedaços de papel e gravetos. Você vai se sentir como o Caillou na abertura do desenho, cantando que “cada dia na vida é uma nova surpresa”. 

    Seja bem vinda, Berenice.